Vacina – HPV

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O HPV é um vírus que apresenta mais de 150 genótipos diferentes, sendo 123 deles considerados oncogênicos pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC) e associados a neoplasias malignas do trato genital, enquanto os demais subtipos virais, estão relacionados a verrugas genitais e cutâneas.

A principal forma de transmissão do HPV é pela relação sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Embora tenha baixa frequência, a infecção pode ocorrer por sexo oral.

Estima-se que 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV.

A vacina HPV é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem efeito demonstrado nas infecções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida.

Portanto, a vacina não tem uso terapêutico no tratamento do câncer do colo do útero, de lesões displásicas, cervicais, vulvaris e genitais. Considerando que o HPV é condição necessária para o câncer cervical, a vacinação para prevenção do HPV representa potencial para reduzir a carga de doença cervical e lesões precursoras.

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 2014, amplia o Calendário Nacional de Vacinação, com a introdução da vacina quadrivalente contra o papilomavírus (HPV) no Sistema Único de Saúde(SUS).

A vacinação, conjuntamente com as atuais ações para rastreamento do câncer de colo do útero, possibilitará, nas próximas décadas, prevenir esta doença, que representa hoje a segunda principal morte por neoplasias entre mulheres no Brasil.

A introdução de qualquer vacina no PNI passa por rigorosa análise técnica, pautada por critérios epidemiológicos, imunológicos, socioeconômicos, operacionais, financeiros e tecnológicos.

Além disso, desde 2007, a realização de estudos de custo-efetividade tem sido imprescindível em todas as incorporações de vacinas,uma vez que há de se considerar não somente o impacto da vacina na redução da morbimortalidade da doença, mas também a eficiência de programa de imunização, isto é, os benefícios à saúde frente a redução nos custos relacionados à doença(hospitalizações, tratamentos, dias de trabalho e estudo perdido e sobrevida.
A produção nacional da vacina HPV é resultado da parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Instituto Butantan e e o laboratório privado MerckSharpDohme (MSD), detentor da tecnologia (patente). A introdução desse imunológico representa um investimento do Ministério da Saúde da ordem de R$360,7 milhões para aquisição de 12 milhões de doses,apenas para o primeiro ano de introdução da vacina.

Fonte: Ministério da Saúde

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